O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) publicou uma carta aberta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), frisando tê-la escrito não apenas como filho, mas também como alguém que viu o líder conservador “resistir quando tudo parecia perdido”. No texto, ele ressalta a perseguição contra o ex-chefe do Executivo e o encoraja a se manter de pé, pois a “injustiça não vence homens íntegros”.
– Vi seu corpo ferido, tua alma testada, tua honra atacada de formas que poucos homens suportariam sem cair. E, ainda assim, você permaneceu de pé, mesmo quando tentaram te dobrar pela dor, pela injustiça, pela humilhação calculada e pelo silêncio imposto. O que estão fazendo agora não é justiça. É perseguição, é tortura, é imoralidade. É a tentativa metódica de te esgotar por dentro, de te afastar de quem você ama, de te fazer acreditar que está sozinho. Mas você não está. Nunca esteve – garantiu (leia a carta completa ao fim desta matéria).
Carlos afirma ter deixado a carta para que fosse entregue a ele na prisão, visando animá-lo “diante do quadro visível da tentativa de concluir a missão que não conseguiram em 2018”, fazendo referência à facada sofrida por Bolsonaro em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Ele conta ter decidido tornar suas palavras escritas ao pai públicas por saber que “isso o fortalece” e também a todos os seus apoiadores.
– Hoje, torno essa carta pública, porque sei que isso o fortalece e a todos nós e porque estarei sempre ao seu lado, independentemente de qualquer breve distanciamento neste martírio imposto por um grupo de perseguidores. Venceremos. E logo estarei de volta, pai – escreveu.

LEIA A CARTA COMPLETA A SEGUIR:
Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Jair Messias Bolsonaro
Superintendência da Polícia Federal de Brasília
Pai,
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Escrevo não apenas como filho, mas como alguém que te viu resistir quando tudo parecia perdido. Vi seu corpo ferido, tua alma testada, tua honra atacada de formas que poucos homens suportariam sem cair. E, ainda assim, você permaneceu de pé – mesmo quando tentaram te dobrar pela dor, pela injustiça, pela humilhação calculada e pelo silêncio imposto.
O que estão fazendo agora não é justiça. É perseguição, é tortura, é imoralidade. É a tentativa metódica de te esgotar por dentro, de te afastar de quem você ama, de te fazer acreditar que está sozinho. Mas você não está. Nunca esteve.
Cada dia que passa, pai, confirma aquilo que sempre soubemos: não é sobre erros, não é sobre leis – é sobre te quebrar moralmente. E é justamente por isso que resistir se tornou um ato de amor. Amor por nós, teus filhos. Amor por quem acredita em você. Amor pela verdade.
Quero que saiba que estamos aqui. Firmes. Atentos. Fortes por você, quando o cansaço aperta. Precisamos de você em pé, pai. Precisamos da tua lucidez, da tua presença, da tua voz – mesmo que agora tentem calá-la entre paredes frias, barulhentas, molhadas e decisões arbitrárias.
Você nos ensinou que dignidade não se negocia.
Que caráter não se curva.
Que a verdade pode até ser perseguida, mas nunca enterrada.
É isso que nos sustenta agora.
É isso que deve te sustentar.
Levante-se todos os dias com a certeza de que sua história não termina aqui.
Que seus filhos precisam de você vivo, forte e de cabeça erguida.
Que ainda há muito o que atravessar – e nós atravessaremos juntos.
A injustiça não vence homens íntegros.
E você, pai, segue íntegro.
Com amor, lealdade e esperança,
Carlos.