O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master “inspira muito cuidado” e que pode se tratar da “maior fraude bancária da história do país”. As declarações foram feitas durante um pronunciamento em que Haddad comentou o cenário econômico e fiscal do Brasil.
“Estou absolutamente seguro do trabalho que o [Gabriel] Galípolo [presidente do Banco Central] e a equipe fizeram ali. Nós atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda. Tivemos conversas com o procurador-geral da República e o melhor aconselhamento possível para chegar até aqui”, afirmou o ministro.
Haddad ressaltou a necessidade de investigação rigorosa e de acompanhamento institucional com transparência:
“O caso inspira muito cuidado, nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, e temos que tomar todas as cautelas devidas com as formalidades.”
O Banco Master vem sendo alvo de apurações após irregularidades identificadas por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central (BC). A controvérsia gira em torno do processo de liquidação da instituição e das divergências iniciais entre os órgãos sobre a condução da fiscalização.
Nesta semana, o Banco Central desistiu de questionar, no Supremo Tribunal Federal (STF), a inspeção determinada pelo TCU, permitindo que o tribunal realize uma auditoria técnica sobre a atuação da autarquia no processo de liquidação do banco. A inspeção havia sido temporariamente suspensa por decisão do ministro Jhonatan de Jesus após repercussão do caso.
O processo de liquidação extrajudicial do Banco Master foi iniciado pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado, devido a um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional, como o Banco de Brasília (BRB).
O proprietário do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ficar preso por 10 dias, em meio às investigações. O episódio tem gerado ampla atenção de órgãos de controle e autoridades, que destacam a necessidade de cautela e transparência diante da complexidade e magnitude do caso.