EUA chamam facções de Egito, Jordânia e Líbano de terroristas

Nesta terça-feira (13), o governo dos Estados Unidos designou como organizações terroristas as facções dos Irmãos Muçulmanos em Egito, Jordânia e Líbano. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.


A decisão foi tomada depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou em novembro de 2023 um decreto ordenando que seu governo classificasse o movimento como terrorista por causa de suas ligações com o grupo islâmico palestino Hamas, considerado uma organização terrorista por Washington.

– Os EUA usarão todos os recursos disponíveis para privar essas facções da Irmandade Muçulmana dos meios necessários para participar ou apoiar o terrorismo – disse Rubio em um comunicado.

Especificamente, o Departamento de Estado anunciou a designação da Irmandade Muçulmana do Líbano e de seu secretário-geral, Muhammad Fawzi Taqqosh, acusados de se alinharem com Hamas e Hezbollah.

Washington sustenta que a facção libanesa reativou suas Forças al-Fajr e lançou foguetes contra o norte de Israel após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Além disso, os EUA afirmam que as Forças Armadas libanesas desmantelaram, em julho de 2025, um campo de treinamento militar secreto no qual participavam militantes tanto do Hamas quanto da Irmandade Muçulmana libanesa.

O governo Trump também sancionou a Irmandade Muçulmana de Egito e Jordânia por “fornecer apoio material ao Hamas”.


A designação implica o bloqueio de todos os bens e interesses das pessoas sancionadas que se encontram nos EUA, assim como a proibição aos cidadãos americanos de fazer negócios com elas.

Em 24 de novembro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva instruindo Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a elaborar um relatório sobre a possível designação da Irmandade Muçulmana e, se necessário, proceder com essa classificação.

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