O governo do Irã anunciou, na noite desta quarta-feira (14), o fechamento de seu espaço aéreo para a maioria dos voos internacionais. A medida permite apenas decolagens e pousos que tenham a capital, Teerã, como origem ou destino final, bloqueando o tráfego de aeronaves que apenas atravessariam o território (voos de sobrevoo).
A decisão ocorre em um momento de escalada crítica nas tensões entre Teerã e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sinalizado a possibilidade de uma intervenção militar no país em resposta à violenta repressão do regime contra a atual onda de protestos populares.
Alerta Alemão e Risco de Abate
Pouco antes do anúncio oficial de Teerã, autoridades da Alemanha já haviam emitido uma diretiva urgente recomendando que suas companhias aéreas evitassem o espaço aéreo iraniano. O comunicado, divulgado pelo portal Flightradar24, cita riscos reais à aviação civil:
“Situação perigosa no Irã. Recomenda-se que operadores civis alemães não entrem na FIR Teerã (OIIX). Risco potencial à aviação devido à escalada de conflitos e armamento antiaéreo.”
Caos no Tráfego Aéreo
Por volta das 18h30 (horário de Brasília), radares de monitoramento mostravam um “vazio” incomum sobre o Irã. Aeronaves que já estavam em rota foram obrigadas a realizar manobras de retorno ou desvios drásticos:
- Emirates (Voo UAE325): A aeronave, que partiu de Seul com destino a Dubai, deu meia-volta sobre o Turcomenistão para evitar o território iraniano.
- FlyOne (Voo AUV7742): O voo entre Medina e Tashkent também retornou sobre o Golfo Pérsico para buscar rotas alternativas.