Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), apoiadora da liberação do aborto entre outras pautas da esquerda, disse que, em “vários espaços do mundo, o vírus da autocracia e da tirania brota de novo”, durante o Fórum Independência com Integração, na cidade do Porto, em Portugal, que ocorreu durante os atos de 7 de Setembro no Brasil.
“Muitas vezes, o STF diz não a alguém para dizer sim à democracia”, afirmou a magistrada, sem fazer menções. Desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, a Corte interferiu mais de 120 vezes em decisões do Executivo, destaca a Revista Oeste.
Cármen Lúcia também afirmou que as mulheres foram “inviabilizadas pela história”. “Nos excluíram, como fizeram com os negros”, disse. A ministra não explicou como um homem, com diversos discursos antidemocráticos, condenado por corrupção, desvio de dinheiro e tráfico de influência pode concorrer a presidente da República.