A Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã de hoje, uma operação para investigar fraudes em licitações na cidade de Patos (PB), administrada por Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Outside, que apura irregularidades na pavimentação das avenidas Alças Sudeste e Sudoeste, obras financiadas com R$ 4,7 milhões em emendas de relator (“orçamento secreto”) enviadas por Motta.
A investigação aponta para um possível conluio para beneficiar a empresa Engelplan, vencedora da licitação para as obras. Segundo o MPF, a empresa teria sido favorecida por ter ligações com funcionários da Prefeitura de Patos. A Engelplan teria diminuído o preço da obra para vencer a licitação e, posteriormente, teria sido beneficiada com um aumento do valor por meio de um aditivo contratual.
O primeiro contrato com a Engelplan foi homologado com um desconto de 15% dado pela empresa. No entanto, um aditivo contratual assinado em 2022 pelo secretário municipal de Obras, José do Bomfim Junior, aumentou o valor da obra em 18,62%. Junior e a presidente da comissão de licitação, Mayra Fernandes, são investigados.
Apesar das suspeitas, a Justiça Federal negou, pela segunda vez, o pedido para que fossem cumpridos mandados de busca e apreensão na prefeitura e na Secretaria Municipal de Infraestrutura.
A obra em questão, que visa a restauração da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota, foi financiada com emendas de relator enviadas por Hugo Motta. A primeira fase da Operação Outside foi deflagrada em setembro do ano passado.
Cidade governada por pai de Hugo Motta é alvo de ação da Polícia Federal
