As declarações sobre crise orçamentária foram feitas pelo Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, Comandante da Marinha do Brasil.
“Esse gerenciamento, essa proteção dos recursos de maneira a propiciar a sua exploração sustentável requer a presença de meios. E a realidade hoje é esta: por imposição e por restrições severas de orçamento, que impedem a devida manutenção ou reaparelhamento da Força, vejam as senhoras e os senhores que eu, até 2028, darei baixa em 40% da Força.”
“Em termos de governança orçamentário-financeira, é assim que está distribuído o orçamento da Força: 88% do orçamento hoje é de despesas obrigatórias, compostas de pagamento de pessoal, assistência médico-odontológica, movimentação em diária, ajuda de custo, auxílio-fardamento…”.
“É inadmissível uma Força que não tenha capacidade de causar dano, e capacidade de causar dano exige treinamento, exige munição, exige óleo, exige manutenção dos seus bens. Então, exatamente em função daquele quadro orçamentário, nós temos perdido capacidade de atuação em todo aquele espaço.”
No entanto, a julgar pela Portaria nº 165/MB/MD, de 4 de julho de 2023, o tom apocalíptico das palavras do Almirante aparentemente tinha prazo certo (60 dias) para arrefecer.
Dois meses após as afirmações feitas aos congressistas, o Comandante da Marinha resolveu criar, dentro da Estrutura Regimental do Comando da Marinha, o Centro de Intendência da Marinha em Brasília, que será uma organização militar com autonomia administrativa, em Brasília, subordinada ao Comando do 7° Distrito Naval.
O objetivo da nova unidade militar será – conforme texto publicado no Diário Oficial da União – contribuir para o aprestamento e o emprego das Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais, subordinadas ou adjudicadas ao Com7°DN.
*Informações Revista Sociedade Militar