CPMI do INSS deve votar quebras de sigilo do Banco Master nesta quinta

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS deve votar nesta quinta-feira (5) uma série de requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master. A reunião começa às 9h e envolve solicitações de parlamentares da bancada do Novo, liderados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que querem informações sobre contas, investimentos, bens e direitos vinculados à instituição financeira.


As medidas fazem parte da apuração de possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas, com mais de 250 mil contratos apresentando indícios de fraude, incluindo contratações sem autorização dos beneficiários.

A comissão também analisará pedido da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) para que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) forneça informações sobre voos e passageiros de aeronaves registradas em nome da Viking Participações Ltda., ligada ao empresário Daniel Vorcaro, como forma de investigar possíveis conexões com irregularidades do Banco Master.

Entre os requerimentos em pauta estão ainda pedidos de prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, investigado na Operação Sem Desconto, e de outros suspeitos apontados como responsáveis por descontos indevidos em benefícios previdenciários, que teriam causado prejuízos estimados em R$ 714 milhões. Há também propostas de retenção de passaportes e proibição de saída do país dos investigados, conhecidos como os “golden boys”: Felipe Macedo Gomes, Américo Monte Júnior, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Marco Aurélio Gomes Júnior.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro para 26 de fevereiro, decisão tomada após reunião com o ministro do STF Dias Toffoli, relator de processos envolvendo o Banco Master.


Com a mudança na agenda, nesta quinta-feira a CPMI ouvirá apenas o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que deve esclarecer detalhes sobre os contratos de crédito consignado sob investigação e as medidas adotadas pelo instituto diante das suspeitas de fraude.

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