Nesta quarta-feira (22/6), a defesa do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou que vai entrar com um pedido de habeas corpus para libertar seu cliente, sob o argumento de que as suspeitas para justificar a prisão de Ribeiro não são contemporâneas, informa o jornal a Folha de S.Paulo.
“Vamos entrar com pedido de habeas corpus visando o reconhecimento da coação ilegal imposta, especialmente porque os fatos são pretéritos e sem contemporaneidade. Não se poderia decretar a medida excepcional.”, informa nota assinada pelo advogado Daniel Bialski.
Como foi relatado aqui no Vista Pátria, o ex-ministro foi preso preventivamente em Santos (SP) em meio à Operação “Acesso Pago”, conduzida pela Polícia Federal. Ribeiro é investigado sobre suposto favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura em esquema de liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para prefeituras.
A Justiça Federal expediu mandato de prisão preventiva contra Ribeiro, pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. A decisão é assinada pelo juiz Renato Borelli, da 15ª Vara do Distrito Federal.