A Guarda Costeira dos EUA anunciou uma nova interceptação de um petroleiro nas águas do Caribe nesta sexta-feira (9). Esse é o quinto navio sancionado que desafiou o bloqueio marítimo imposto pelo presidente Donald Trump na Venezuela e acabou sendo abordado pelas forças americanas.
Autoridades da Casa Branca informaram ao The Wall Street Journal que os americanos fizeram a abordagem durante a madrugada e seguiram monitorando outras embarcações que tentavam burlar o bloqueio imposto a petroleiros sancionados que buscam deixar ou entrar no território sul-americano.
Segundo as fontes, o petroleiro alvo das forças americanas foi identificado pelo nome de Olina, mas anteriormente utilizou o nome de Minerva M. A embarcação foi sancionada pelos EUA por seu papel no transporte de petróleo russo.
Esse é o segundo petroleiro ligado à Rússia que sofreu abordagem nesta semana, situação que pode agravar as tensões entre Washington e Moscou.
O navio abordado nesta sexta-feira possuía uma bandeira do Timor-Leste e a última vez que transmitiu sua posição foi em meados de novembro, próximo à costa da Venezuela, segundo o Marine Traffic, um serviço global de rastreamento de navios, que acrescentou que ele navegava sob uma bandeira falsa.
Essas operações marítimas são usadas pelo governo Trump para pressionar o regime interino da Venezuela e tirar de operação a chamada “frota fantasma” de petroleiros, ligada à Rússia, China e Irã, que se apresenta como uma alternativas desses países para fugir das sanções ocidentais por meio do uso de bandeiras falsas para exportação de petróleo.
Atualmente, cerca de 70% das exportações de petróleo da Venezuela dependem de navios sujeitos a sanções dos EUA para contornar as sanções americanas impostas à sua indústria petrolífera.