Ex-diretor da Abin se pronuncia sobre operação da PF contra suposta espionagem

O deputado federal, delegado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a Abin no Governo Bolsonaro, comentou na tarde desta sexta-feira (20) sobre as investigações da Polícia Federal (PF) que tratam do suposto uso de um programa espião pelo órgão.

A aquisição ocorreu em 26 de dezembro, a cinco dias da posse do ex-presidente.

A PF deflagrou nesta sexta uma operação da PF para investigar o uso indevido de sistema de geolocalização de dispositivos móveis por servidores da Abin.

De acordo com as investigações, servidores invadiram a rede de telefonia reiteradas vezes, com a utilização de um sistema de geolocalização adquirido com recursos públicos.



O parlamentar disse nas redes sociais esperar que o inquérito da PF prossiga “atinente a fatos” e sem se deixar levar por “falsas narrativas e especulações”.

Ramagem relembrou que o programa foi comprado antes do Governo Bolsonaro, ainda no Governo Temer.


CONFIRA A NOTA DE RAMAGEM SOBRE O CASO:
“1. Esse sistema objeto da operação de hoje na ABIN foi adquirido em 2018, antes do governo Bolsonaro.

2. Quando assumimos a ABIN, em 2019, promovemos auditoria formal de todos os contratos.

3. O referido sistema não faz interceptação, mas demonstrava fazer localização. Mesmo tendo passado por prova de conceito técnico e parecer favorável da AGU para aquisição (2018), nossa gestão resolveu encaminhar à corregedoria para instaurar correição.

4. A operação de hoje só foi possível com esse início de trabalho de austeridade promovido na nossa gestão (governo Bolsonaro).

5. Rogamos que as investigações prossigam atinentes a fatos, fundamentos e provas, não se levando por falsas narrativas e especulações”.

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