Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

A Justiça da Itália decidiu autorizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) ao Brasil, em um desdobramento de casos que resultaram em condenações judiciais da ex-parlamentar no país. A notificação oficial foi enviada ao governo brasileiro nesta quinta-feira (26), segundo apuração da CNN Brasil.


Zambelli está presa desde 29 de julho de 2025, em Roma, enquanto aguardava a análise do pedido de extradição. A detenção ocorreu após a saída da ex-deputada do Brasil, pouco antes do trânsito em julgado de uma das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A expectativa das autoridades brasileiras é de que Zambelli retorne ao país nas próximas semanas. Ao chegar, deverá iniciar o cumprimento das penas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, em Brasília.

Condenações e cumprimento da pena

A ex-deputada foi condenada em dois processos no STF, com penas que somam mais de dez anos de prisão. As condenações incluem:

  • Dez anos de prisão por contratar um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema da Justiça.
  • Cinco anos e três meses de prisão por sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo, na véspera da eleição presidencial de 2022.

Ambas as condenações têm trânsito em julgado, o que torna imediata a execução das penas.


Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro de 2025, após o STF anular a sessão da Câmara que discutia sua cassação.

Trâmites da extradição

Embora a decisão italiana tenha sido comunicada oficialmente, ainda há etapas a serem cumpridas no sistema judiciário do país. A extradição dependerá da análise de possíveis recursos e outros aspectos legais, com decisão final a cargo do ministro da Justiça italiano.

Em outubro, o Ministério Público italiano já havia se manifestado a favor da extradição. A defesa da ex-deputada indicou que pretende recorrer à Corte de Cassação, última instância judicial na Itália. Durante o processo, a defesa buscou sucessivos adiamentos das sessões, que ocorreram em Roma, tentando postergar a sentença.

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