Lula mantém PF em sua segurança, mas coordenação fica com GSI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter a Polícia Federal em sua segurança pessoal imediata, mas a coordenação ficará a cargo do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). O modelo híbrido, entretanto, dependerá de requisições do presidente sobre o número de policiais ou outras forças em cada situação. “A coordenação institucional da segurança é do GSI de forma coordenada, integrada e participativa com o time da Polícia Federal e, eventualmente a pedido, convidando inclusive pessoas da polícia militar e polícia civil”, disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A decisão foi anunciada a jornalistas por Costa e pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, depois de reunião com o chefe do Executivo. O titular do GSI, general Marcos Amaro, não participou. De acordo com Costa, o militar não foi convidado para a entrevista a jornalistas por esquecimento.

“O Amaro não está aqui por uma falha nossa, porque nós terminamos o tema em questão com o presidente e entramos em outro tema que o general Amaro não participava e ele se ausentou da reunião…então nós descemos juntos e esquecemos de chamá-lo para vir para cá. Então eu já quero aqui publicamente pedir desculpas por não ter o chamado”, declarou Rui Costa. O GSI desejava assumir o controle total da função, enquanto a Polícia Federal queria permanecer nela. Lula tinha até 6ª feira (30.jun.2023) para definir a questão, prazo estabelecido no decreto que definiu a divisão do trabalho entre as duas intenções.

“A secretaria extraordinária será extinta como previsto, lembremos que ela já foi criada para ser temporária, lembremos que houve um fator político que levou à criação e nós consideramos esse fator político superado…e a PF vai participar duplamente: institucionalmente pelo setor que existe hoje e vai participar com a cessão de policiais federais para o GSI a critério de quem? A critério do presidente da República e do vice-presidente Alckmin”, disse Dino.

Dino afirmou que as questões práticas relacionadas à remuneração e treinamento dos policiais federais serão resolvidas entre o general Amaro e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “Essas questões práticas foram toas resolvidas e o clima é bastante bom e vai dar certo, vai funcionar bem e nós estamos satisfeitos com o resultado. E esses aspectos práticos o dr. Andrei vai conversar com o general Amaro e ambas as instituições estão respeitadas nas suas missões, nas suas funções”, declarou o ministro da Justiça.

Não ficou claro, entretanto, como será a atuação de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nas decisões diárias sobre sua segurança própria e a de familiares.


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