O plenário da Câmara foi palco de novos embates entre petistas e o pessoal do PL envolvendo a questão de Israel e a Palestina. Os deputados aprovaram 16 moções de repúdio contra os ataques terroristas do Hamas contra os israelenses. Mas, no meio desse pacote, uma moção apresentada pela bancada do PT inseriu, além das críticas ao Hamas, também o repúdio à violência de Israel.
Os parlamentares contrários à condenação de Israel nesses textos argumentaram que foram surpreendidos com o teor da proposta do PT. Os petistas afirmam que a proposta foi discutida na reunião de líderes, que definiu a pauta.
“Requer a aprovação de moção que repudia a violência do Hamas e do Estado de Israel, que resultou na morte de centenas de civis israelenses e palestinos, bem como o recrudescimento dos conflitos na região”, diz a moção petista.
O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que presidia a sessão, foi acusado de ter feito um acordo com os petistas, sem comunicar às demais bancadas. “Não foi nada disso. Nada foi decidido às escuras. Só que agora não há o que fazer”, disse Pereira.
“Não tinha ato de repúdio a Israel no acordo. Claro que somos solidários ao povo palestino, mas não repudiamos Israel”, disse Mendonça Filho (União-PE).
As 16 moções foram aprovadas de forma conjunta com o apoio de 312 votos. A sessão acabou suspensa por Marcos Pereira.
Moção do PT contra Israel gera bate-boca na Câmara
