O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo está trabalhando para viabilizar a implementação do modelo cívico-militar em 42 escolas já no segundo semestre deste ano. A apuração é do jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com o veículo, a Secretaria Estadual da Educação está analisando a possibilidade. As escolas cívico-militares são uma das principais bandeiras do governo Tarcísio junto ao eleitorado conservador.
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP), autor do projeto de lei que institui o programa em São Paulo, afirmou que mais de 300 escolas manifestaram interesse no modelo — o Estado possui cerca de 5 mil unidades escolares no total.
“O governo deverá fazer audiência pública em todas as 300 interessadas e selecionar, pelo menos, 42 delas para já começar no segundo semestre deste ano”, afirma Coimbra à Folha. Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o parlamentar compõe a Comissão de Educação e é coordenador da Frente Parlamentar pela Implementação de Escolas Militares no Estado de São Paulo.
O objetivo de Tarcísio é encerrar seu mandato, em 2026, com pelo menos 100 escolas funcionando nesse formato. Inicialmente, a previsão era que a implementação começasse no início deste ano, mas uma liminar da Justiça de São Paulo suspendeu os efeitos da lei em agosto de 2024.
Somente em novembro de 2024, o governo conseguiu retomar o processo de consulta pública, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes derrubou a liminar, em resposta a um pedido da Apeoesp (sindicato dos professores), até que a constitucionalidade do modelo seja analisada.
“Infelizmente, o processo ficou travado por conta de uma judicialização”, diz Coimbra. “Agora, o governo está conseguindo dar celeridade, e os números positivos nestas 42 escolas vão falar por si.”