Toffoli faz exigências à PF sobre itens apreendidos no Caso Master

Nesta quarta-feira (14), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que “todos os bens e materiais apreendidos” na nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, sejam guardados na sede do STF. Normalmente, esse tipo de material permanece sob responsabilidade do órgão que conduz as buscas, neste caso, a Polícia Federal (PF).


– Determino que todos os bens e materiais apreendidos por força do cumprimento da decisão por mim anteriormente proferidas e aqueles resultantes do cumprimento da presente, deverão ser lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal até ulterior determinação – afirmou o ministro.

A PF saiu, mais cedo nesta quarta, para cumprir 42 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões. Na operação, carros, relógios de luxo, um montante de dinheiro em vivo (cerca de R$ 97 mil), um revólver, além de documentos, celulares e notebooks foram apanhados pelos agentes.

A operação de hoje teve como alvo o empresário Daniel Vorcaro, mas também alcançou parentes diretos dele, como o pai, a irmã e o cunhado.

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