União Europeia prepara retaliação ao tarifaço de Trump

A União Europeia (UE) confirmou que está preparando um pacote de medidas para responder à nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos. O tarifaço, anunciado pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (2), impôs uma taxa de 20% sobre produtos europeus.

Apesar da resposta em estudo, a UE sinalizou disposição para negociar e evitar uma escalada na disputa comercial. O bloco já vinha planejando taxar US$ 26 bilhões em produtos americanos, especialmente após as tarifas aplicadas por Trump sobre aço e alumínio em março.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou duramente a decisão da Casa Branca, classificando-a como um “grande golpe à economia mundial”. Durante um evento no Uzbequistão, ela afirmou que “não há ordem na desordem” criada pelos EUA e alertou para o impacto da medida globalmente.

A imposição tarifária de Trump, que inclui sobretaxas mínimas de 10% sobre todas as importações e chega a 50% em alguns casos, gerou reações imediatas ao redor do mundo:


  • China: O governo chinês exigiu que os EUA revertessem as tarifas e prometeu “contramedidas resolutas”, sem detalhar quais serão as respostas. O país já enfrenta sobretaxas de até 54% sobre seus produtos.

  • Reino Unido: O governo britânico garantiu que tem “instrumentos à disposição” para retaliar, mas adotou um tom moderado, buscando manter as relações comerciais equilibradas.

  • Japão: O ministro do Comércio, Yoji Muto, pediu que os EUA desistam das tarifas de 24% sobre produtos japoneses.

  • Coreia do Sul: O presidente interino, Han Duck, reconheceu que uma “guerra tarifária global se tornou realidade”.

Além das novas tarifas, os EUA também implementaram uma alíquota de 25% sobre veículos importados, o que afetou especialmente a indústria automobilística alemã. A Associação da Indústria Automotiva da Alemanha pediu que a UE aja com cautela para evitar uma escalada do conflito.

As bolsas de valores ao redor do mundo registraram fortes quedas diante do temor de uma guerra comercial prolongada. No mercado financeiro, analistas destacam que o tarifaço superou previsões pessimistas. O economista-chefe da consultoria Capital Economics, Neil Shearing, apontou que a China e outros países asiáticos foram os mais afetados, enquanto o Brasil foi relativamente poupado, sofrendo apenas a tarifa mínima de 10%.


A expectativa agora é sobre a resposta dos países atingidos e se os EUA seguirão adiante com a implementação total das tarifas.

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