A ditadura interina da Venezuela libertou pelo menos quatro cidadãos americanos que estavam presos no país caribenho, segundo informações apuradas pela emissora CNN nesta terça-feira (13).
Trata-se da primeira vez que são relatadas libertações de americanos desde que o presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina do país, Delcy Rodríguez, disse na quinta-feira passada (8) que “um número significativo” de presos políticos seria colocado em liberdade.
Estima-se que ao menos cinco americanos haviam sido detidos na Venezuela nos últimos meses. Desde quinta-feira, além de venezuelanos, haviam sido confirmadas libertações de cidadãos espanhóis e italianos.
De acordo com informações do site Efecto Cocuyo, Jorge Rodríguez afirmou nesta terça-feira que mais de 400 pessoas foram libertadas desde dezembro pelo regime chavista, das quais 116 teriam sido liberadas nos últimos dias, mas ONGs e a oposição venezuelana contestam estes números.
Em comunicado, a líder opositora María Corina Machado e Edmundo González, vencedor da eleição presidencial de 2024 fraudada pelo chavismo para que Nicolás Maduro (capturado pelos EUA em operação no último dia 3) continuasse no poder, disseram que a libertação “em massa” de presos políticos prometida não está ocorrendo como o anunciado.
De acordo com a Agência EFE, a ONG Foro Penal confirmou até esta terça-feira apenas 56 libertações, enquanto a Plataforma Unitária Democrática (PUD), bloco de oposição do qual María Corina e González fazem parte, relatou somente 76. Antes destas solturas, a Venezuela tinha 806 presos políticos, segundo a Foro Penal.
Venezuela liberta primeiros americanos desde queda de Maduro