Vídeo: Venezuela liberta 200 presos políticos, mas mantém prisão a 1.800

Na prisão de Tocorón, na Venezuela, dezenas de famílias aguardam pela saída de seus entes queridos, em um ambiente de incerteza, depois do anúncio de libertação de prisioneiros. O local fica a cerca de duas horas da capital, Caracas.

Isso ocorre pois, até o último domingo, 17, a ONG Foro Penal informou que 131 pessoas receberam o aval para deixar o local. No entanto, ainda conforme o órgão, outras 1,8 mil famílias ainda esperam por notícias. A informação é do jornal The New York Times.

A notícia de libertação veio depois de quase três meses das contestadas eleições presidenciais. Nesse período, o regime do ditador Nicolás Maduro prendeu cerca de 2 mil pessoas opositoras, sob acusações de terrorismo. Agora, anunciou planos para libertar cerca de 200 deles.

Maduro afirmou que muitos dos detentos são “criminosos fascistas”. A maioria deles e suas famílias negam as acusações de terrorismo. De acordo com analistas ouvidos pelo NYT, o movimento pode ser visto como uma sinalização do ditador à eleição do norte-americano Donald Trump.


O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, que é chavista, disse que os detidos restantes enfrentam acusações graves e que seu escritório não recebeu denúncias de violações de direitos humanos durante as prisões.

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