O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cumpriu, nesta quinta-feira (28), seu último dia de compromissos em Washington, onde se encontrou com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. A agenda ocorreu um dia após o senador ter sido recebido pelo presidente Donald Trump no Salão Oval.
De acordo com Flávio, ele solicitou novamente que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) sejam designadas como organizações terroristas estrangeiras. A defesa do pedido foi um dos pontos centrais da conversa com o secretário de Estado. O senador afirmou que Rubio teria sido favorável à designação, o que contrasta com a posição do governo Lula, que avalia que a medida daria margem para intervenções dos EUA em território brasileiro
Questionamento de Vance sobre liberdade de expressão
Em outro encontro, o vice-presidente JD Vance teria questionado o pré-candidato do PL sobre a situação da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa no Brasil. Flávio afirmou ter comentado sobre os recentes decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que tratam da regulação das plataformas digitais (big techs).
Maratona de compromissos
Além das reuniões com Rubio e Vance, a comitiva brasileira, que incluía o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, também se encontrou com Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos EUA. Na pauta, cooperação econômica e política entre Brasil e EUA diante de uma eventual eleição do senador, além de reiterar a urgência da classificação do PCC e CV como terroristas. O secretário Marco Rubio, no entanto, não participou desse encontro específico.
Consequências da classificação
A classificação, caso seja feita pelo governo dos EUA, impõe restrições financeiras globais severas às facções criminosas brasileiras, permitindo o bloqueio automático de ativos e contas bancárias em solo norte-americano, além de proibir a entrada de integrantes dessas redes no território dos Estados Unidos.
Contexto da viagem
A presença no órgão diplomático americano ocorre um dia após Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca. De acordo com relatos da comitiva, Trump recebeu o senador de forma “muito calorosa” e abriu a conversa perguntando sobre o estado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Reação do governo Lula
A viagem dos integrantes da família Bolsonaro vem sendo monitorada de perto pelo Palácio do Planalto. Na terça-feira (26), o vice-presidente Geraldo Alckmin subiu o tom e criticou publicamente a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, declarando que o Brasil não necessitava de “mais um da família trabalhando contra o país” nos Estados Unidos.
O que disse Flávio
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram nesta quarta-feira (27), Flávio Bolsonaro comentou sobre a continuidade dos compromissos políticos em Washington. Na gravação, o congressista afirmou que as agendas trarão novidades para o país: “Daqui a pouquinho mais notícias para o Brasil, que vai voltar a ser respeitado pelo mundo” .