O Comandante do Exército, General Tomás Miné, distribuiu uma diretriz para todos os militares da Força Terrestre, cerca de 50 mil de carreira e 160 mil temporários.
A nota chama atenção pelo conteúdo relacionado à política e a imagem do exército, porém principalmente por determinar que sejam implementadas medidas de contrainteligência e reforço a proteção dos próprios militares.
O trabalho que deve ser desenvolvido nas ações de contrainteligência tem como principal objetivo a defesa contra espionagem, sabotagem, vazamento de informações sensíveis e o terrorismo. A determinação levanta suspeitas sobre o que pode ter ocorrido em passado recente.
Os quartéis do Exército Brasileiro e as imediações foram mencionados como áreas patrimoniais, instalações e material.
“Minha intenção é acelerar as ações de transformação e de modernização do Exército Brasileiro que proporcionem capacidades para enfrentar as ameaças mais relevantes ao País e contribuam para o desenvolvimento nacional. Também, continuar o processo de fortalecimento da coesão interna, valorizando a Família Militar, a dimensão humana e o culto aos valores e às tradições. E, ainda, manter os elevados índices de operacionalidade e de confiabilidade alcançados pela Força, para que o Exército de Caxias esteja permanentemente pronto para responder aos desafios de hoje e, ao mesmo tempo, prepare-se oportunamente para aqueles do amanhã.”, diz trecho do documento.
Outros aspectos já mencionados pela maior parte da mídia são voltados para impedir que o exército seja confundido como uma instituição a serviço de partidos políticos. O general quer também que a imagem do Exército Brasileiro seja fortalecida frente à sociedade brasileira e menciona a comunicação estratégica para esse fim.