Para o alívio de todos os países, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (16/03) que partes do acordo negociado com a Ucrânia estão perto de serem fechadas e que a neutralidade de Kiev, uma das principais condições apresentadas por Vladimir Putin para acabar com a guerra, está sendo “seriamente discutida”.
“As negociações não são fáceis por razões óbvias”, disse o diplomata, à frente da chancelaria russa há quase duas décadas, à emissora RBC. “No entanto, há alguma esperança de chegar a um compromisso, e o status de neutralidade está sendo seriamente discutido”, completou.
A neutralidade do país, de modo a não se unir à Otan ou à União Europeia (UE), bem como o reconhecimento da Crimeia anexada e da independência das ditas repúblicas separatistas do Donbass são as principais demandas postas na mesa por Putin.
Zelenski deu ainda outra sinalização que vai ao encontro dos interesses de Moscou: disse que o país poderia ficar de fora da Otan, a aliança militar de 30 membros comandada pelos Estados Unidos.
O premiê britânico, Boris Johnson, também fez declaração semelhante. De acordo com o jornal The Guardian, Boris, respondendo ao comentário de Kiev, chancelou que “não há como a Ucrânia se juntar à Otan tão cedo”. “Todo mundo sem disse, e deixamos isso claro para Putin.”
*Com informações da Folha de São Paulo