Em entrevista publicada nesta terça-feira (25) no jornal Corriere della Sera, da Itália, o médico do médico do hospital Gemelli, em Roma, disse que o papa Francisco ficou tão perto da morte que se cogitou encerrar o tratamento. A ideia, segundo o chefe da equipe médica, Sergio Alfieri, era que ele pudesse morrer em paz.
‘Tivemos que escolher se pararíamos por aí e o deixaríamos ir, ou se seguiríamos em frente e forçaríamos com todos os medicamentos e terapias possíveis, correndo o maior risco de danificar seus outros órgãos’, conta.
Eles acabaram seguindo o outro caminho e o pontífice se recuperou.
O papa Francisco teve alta do Hospital Gemelli, em Roma, nesse domingo (23), após 37 dias de internação para se tratar de uma pneumonia bilateral. Antes de voltar ao Vaticano, o pontífice fez uma aparição numa varanda para saudar os fiéis que rezaram pela recuperação dele.
O Papa Francisco fez até uma brincadeira com uma fiel que estava em frente ao hospital com um buquê de flores. Essa foi a primeira aparição em público de Francisco desde que foi internado.
A piora ocorreu no fim do mês de fevereiro. Ele chegou a ficar em estado considerado crítico. Nesse período, o pontífice também precisou de ventilação mecânica.
No dia 22, o Vaticano revelou que ele apresentou uma crise “respiratória asmática de longa duração, que exigiu uma terapia de alto fluxo de oxigênio”. Além disso, os exames na época mostraram uma plaquestomia, junto de uma anemia, que exigiu transfusão de sangue.
No dia 3 de março, ele teve dois episódios de insuficiência respiratória aguda, necessitando de “ventilação mecânica não invasiva”. Essa situação se chama bronco-espasmo, que é uma dificuldade aguda de respirar, que acaba provocando, na sequência, um episódio de vômito com inalação. Os médicos chamam essa aspiração do vômito de bronco-aspiração.