O sub-procurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público Federal, acionou que o Tribunal de Contas da União determine ao Ministério da Defesa para que seja suspenso “imediatamente a realização de despesas destinadas a promover, no próximo 7 de Setembro, eventos militares planejados para atender a interesses políticos-partidários” do presidente Jair Bolsonaro.
Caso o TCU acate o pedido do MP, o Ministério da Defesa terá de ser intimado a adotar as “medidas necessárias” para suspender a participação das Forças Armadas nos desfiles do feriado da Independência.
A Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, será palco de pelo menos dois atos no 7 de Setembro, dia em que se comemoram os 200 anos da Independência do Brasil.
O primeiro ato será cívico-militar, no Forte de Copacabana, localizado na ponta da praia e bairro de mesmo nome. Na programação, consta a presença de integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O tradicional desfile militar na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio, foi cancelado.
Já o segundo evento será político, na Avenida Atlântica. Lá, o presidente e candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro, planeja encontrar seus eleitores em volta de trios elétricos à beira-mar.
Deviam enfiar uma baioneta no rabo desses procuradores.