New York Times admite que medicamento contra Covid pode mutar o DNA, causar câncer e danificar a fertilidade masculina

Um artigo recente do New York Times sobre o novo medicamento molnupiravir contra Covid, da gigante farmacêutica Merc, admitiu efeitos colaterais graves.

Aprovado pelo FDA há duas semanas, órgão equivalente a Anvisa nos EUA, o medicamento foi estudado em células isoladas de hamster por 32 dias antes de receber luz verde.

Embora a FDA tenha votado por pouco para recomendar a autorização de uso emergencial do medicamento, a Autoridade Nacional de Saúde da França citou na sexta-feira a própria falta de eficácia da pílula, pois determinou que não será usada pelo país europeu.

De acordo com o artigo do NYT, “Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte estudou o uso de molnupiravir em células isoladas de hamster ao longo de 32 dias e descobriu que a droga induzia mutações no DNA. Essas mutações podem “contribuir para o desenvolvimento de câncer ou causar defeitos congênitos em um feto em desenvolvimento ou através da incorporação em células precursoras espermáticas”, escreveram os autores desse estudo.”

O artigo continua explicando que a droga Merck tem como alvo apenas células em divisão, que são escassas em adultos, a fim de representar menos risco para o DNA.

Um dos pesquisadores que trabalhou no estudo de hamster da UNC, Ronald Swanstrom, argumentou que os adultos têm células divisórias suficientes para causar preocupação.

Especificamente, Swanstrom disse que os homens estão constantemente criando espermatozóides divididos que podem potencialmente carregar mutações.

“Os conselheiros da FDA também observaram que os riscos podem se estender a outros pacientes, incluindo homens que querem se tornar pais, embora esses riscos permaneçam mal compreendidos e a Merck disse que seus próprios estudos não mostraram evidências de que a droga cause mutações no DNA”, afirmou o artigo do Times.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.