Presidente do PL tem 24 horas para explicar documento contra as urnas

O ministro Benedito Gonçalves, da Corregeria-Geral da Justiça Eleitoral decidiu que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, tem 24 horas para explicar sobre o uso do fundo partidário para a elaboração do documento contra as urnas eletrônicas.


“Requisito a Vossa Senhoria informações sobre o uso de recursos públicos oriundos do Fundo Partidário na contratação de serviços que resultaram no documento ‘Resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE”, escreveu o magistrado em sua decisão.

O documento que foi divulgado pelo PL, como nota oficial, na quarta-feira (28/09), afirmou que há supostas falhas no sistema eleitoral brasileiro. Após a veiculação da carta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que o texto possui conclusões falsas e mentirosas e abriu uma investigação sobre o material. Segundo a Corte Eleitoral, o partido do presidente da República atenta contra o Estado Democrático.

“Diversos dos elementos fraudulentos constantes do referido documento são objetos de investigações, inclusive nos autos do Inquérito nº 4.781/DF, em tramitação no STF, relativamente a fake news, e também já acarretaram rigorosas providências por parte do Tribunal Superior Eleitoral, que decidiu pela cassação do diploma de parlamentar na hipótese de divulgação de fatos notoriamente inverídicos sobre fraudes inexistentes nas urnas eletrônicas”, comunicou o TSE.

Segundo a Folha de São Paulo, o partido pagou pelo menos R$ 225 mil ao Instituto Voto Legal, responsável pela elaboração do relatório sobre as urnas do PL. Ontem, durante uma visita ao TSE, o presidente da sigla disse que não existe uma “sala secreta” na Corte Eleitoral para apuração de votos.

*Com informações da Revista Oeste

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