Brasil é liderança de aliança internacional antiaborto

Com o fim do governo Trump, o governo de Jair Bolsonaro passou a liderar o processo de engajamento em outros países em um acordo internacional chamado Consenso de Genebra, uma aliança antiaborto composta por países ultraconservadores em matéria de gênero.

O Consenso completou um ano de existência e reúne 36 países signatários, entre os quais estão: Arábia Saudita, Rússia, Uganda, Iraque e Hungria.

Uma das expoentes do Conselho de Genebra é a ministra Damares do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ao contrário dos governos anteriores que tentaram liberar o aborto no Brasil, por meio dos ‘direitos reprodutivos da mulher’, a ministra possui uma densa agenda antiaborto e anti ideologia de gênero.

Um ano após o lançamento do Consenso de Genebra, foram poucas as novas adesões. Mas, na medida que o Brasil passa a liderar a iniciativa, seu peso geopolítico e larga experiência de diplomacia multilateral podem, potencialmente, contribuir para expandir as conexões conservadora internacional e consolidar essas pautas regressivas na política externa brasileira.

*Com informações da Folha de SP

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